Municípios buscam alternativas para custear despesas e diversificar arrecadação
Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgado em 2025, aponta que 36% das cidades brasileiras não possuem recursos para custear a própria estrutura administrativa nem arcar com despesas básicas, como a folha de pagamento. Isso significa que 1.844 dos quase seis mil municípios do país não conseguem gerar receitas minimamente suficientes para se manter.
Em Minas Gerais, muitas cidades dependem diretamente da mineração, e grande parte da economia municipal gira em torno dessa atividade, que é finita. A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG) revela que médias e grandes cidades mineradoras podem ter entre 70% e 90% da receita vinculada ao setor, considerando arrecadações de ICMS da mineração, royalties e Imposto Sobre Serviços (ISS) — uma dependência considerada elevada.
O presidente da AMIG e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, afirma que esse modelo econômico não se mostra eficiente.
“O modelo que nós assistimos até agora é um modelo fracassado. O processo durante o período da mineração, que tem fim, já que o minério não gera duas safras, gera uma acomodação de gestão, tanto da gestão pública quanto das próprias empresas, e cria uma sensação de riqueza permanente, mas ela não é permanente. É necessário fazer planejamento durante o período de pujança para que a diversificação econômica aconteça junto com a indústria da mineração”, aponta Lage.





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